A moda das máscaras
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A moda das máscaras

08/05/2020


A moda das máscaras


Nos últimos tempos passamos por diversas mudanças em nossa sociedade, as necessidades foram reavaliadas, novos hábitos surgiram e, consequentemente, nosso padrão de consumo mudou. Uma prova disso pode ser vista na indústria da moda e sua nova tendência do momento: Máscaras.

Pequenos artesões começaram a produzir suas máscaras, assim como as grandes grifes, tais como: Dior, Gucci, Prada e Chanel, que incorporaram essa tendência de saúde e, por que não, de estilo. Para a formada em moda e diretora de pós-graduação da UniFCV, Marcela Favero, o movimento teve seu início com uma situação bem atípica: “A indústria têxtil ficou um pouco parada durante a quarentena, então eles começaram a repensar, e se aproveitaram dos retalhos de tecido e mão de obra, que não estavam mais tão atarefada com a produção de roupas, e converteram essa força para a confecção de máscaras, visando uma doação para entidades. Você repara que quem está vendendo mais são pequenos artesãos, as empresas doaram muitas coisas, já que eram matérias primas que eles já tinham e uma mão de obra custeada”, afirma Marcela.

“Quando a máscara se torna obrigatória você percebe que uma só não é necessária, com isso surge um mercado. A produção da máscara é simples, então foi uma alternativa para quem vivia do artesanato, e que neste momento, é uma das primeiras coisas que cortamos. Quem fazia guardanapo ou toalha começou a fazer máscara, para se adaptar. Chamamos isso de empreendedorismo de oportunidade”

Tendências

Em alguns países asiáticos já era costume, antes mesmo da pandemia, utilizar a máscara na rua, principalmente quando apresentava sintomas de alguma doença. Por lá, esse tornou-se o cenário usual o que, sem dúvidas, ajudou a diminuir o número de infectados em algumas regiões. Este fato nos faz questionar se veremos o mesmo por aqui ao fim do surto, na opinião de Marcela é difícil prever o comportamento, contudo acredita que não: “Nosso comportamento de consumo é muito diferente do asiático, primeiro que o brasileiro é muito vaidoso, e a máscara não é algo que te deixa na sua melhor versão. A mulher brasileira por exemplo, é uma mulher que passa muita maquiagem, que gosta de sair de casa arrumada, então a máscara acaba dando aquele “susto”. Acho que depende muito de quanto isso ainda vai durar, essa necessidade em usar a máscara, para saber só então se esse hábito vai ser absorvido pela nossa cultura”, complementa Marcela.

Higienização

Segundo a mestra em microbiologia, Veruska Pfau, não basta usar as máscaras, é necessário usá-las e higienizá-las corretamente: “para limpeza podemos usar a água sanitária diluída, algo em torno de 25ml para cada litro de água e deixar de molho por aproximadamente 30 minutos, para então, fazer a limpeza com água e sabão”, e ressalta alguns cuidados extras “duas horas é a validade a máscara cirúrgica, a utilizada por profissionais de saúde, a de pano precisamos tomar cuidado em saber se ela está úmida, suja ou com rasgo. A umidade aumenta a absorção do tecido, fazendo com que algo de fora tenha uma facilidade maior em penetrar na máscara. Não existe uma questão de horas de duração, mas sim da condição dela. O que mais me preocupa na verdade são as pessoas que tiram a máscara e as reutilizam, a recomendação neste caso é que sempre tenhamos uma reserva e que lavemos a utilizada”, concluí Veruska.

Neste momento todo cuidado é pouco, por isso evite sair de casa, use sua máscara da forma correta e sempre busque informação de credibilidade!


 

 

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