UniFCV realiza exposição com as “figuras ocultas” da nossa história
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UniFCV realiza exposição com as “figuras ocultas” da nossa história

19/11/2019


UniFCV realiza exposição com as “figuras ocultas” da nossa história


Uma das funções da história como uma vertente de estudo é compreender o passado para não repetirmos os erros e, na medida do possível, antever o futuro.

Em 1500 a família real portuguesa fugia de Napoleão Bonaparte e se refugiou no que viria a ser o Brasil. Em 1532 os primeiros navios negreiros chegaram no Brasil Colônia. Em 1695, Zumbi, o líder do Quilombo dos Palmares e símbolo de resistência pela prática da cultura africana, foi morto pelos portugueses. Em 1850, sob pressão da Inglaterra, é assinada a lei Eusébio de Queiroz, proibindo o tráfico negreiro. Em 1888 é assinada a lei de abolição da escravatura. Em 2003 um projeto de lei é promulgado para transformar o 20 de novembro, data da morte de Zumbi, no dia da conscientização negra. Em 2011, 123 anos após o fim da escravidão, a lei é sancionada.

É como um esforço de preservação da memória que o Centro Universitário Cidade Verde – UniFCV – convida todos para acompanhar a exposição que começa nessa quarta-feira (20) na recepção da instituição. O Projeto Desacorrentando o Pensamento vem com o intuito de provocar a reflexão sobre o mundo em que vivemos, nossas atitudes e concepções arraigadas sobre a cultura negra. Entendemos que faz-se necessário repensarmos nossas ações diante das atitudes de não reconhecimento da presença expressiva dos afro-descendentes que compõem a maioria da população brasileira.

Neste ano, a exposição será voltada para os vultos que formam a nossa sociedade, como comenta a professora e uma das organizadoras do projeto, Izabeth Silveira: “Nós como um Centro Universitário, temos a responsabilidade de estar oferecendo a nossos alunos uma reflexão sobre nossa cultura, raízes e povo. Então esse projeto acontece todos os anos, neste ano pretendemos trazer ao centro uma discussão sobre os vultos da nossa história e que também nos ajudam a construir o país através de suas ações e lutas. Nem sempre estamos falando do negro, mas sim de uma parcela da sociedade que precisa ter acesso a todo conhecimento produzido por essa população”.

Uma data de resistência

O professor Paulo Navaschoni, também é um dos organizadores do evento e ressalta que o 20 de novembro é muito mais do que uma data comemorativa, é um momento de reflexão sobre as práticas que construíram o nosso país: “Existe todo um mito que pontua que todos somos humanos e que não deveria existir um dia especifico para isso. Mas se pensarmos no processo histórico, o país se estruturou e desenvolveu-se a partir da violência. É muito importante pensar para não repetir os erros do passado, com isso o 20 de novembro não é só uma data de comemoração, mas especificamente de luta, para significar e apresentar a história brasileira, que, por várias vezes, foi apagada” e ainda completa falando sobre a importância de ouvir as vozes dessas pessoas “Todas as vidas importam? Sem dúvida, mas algumas vidas são quase que alvos do Estado. A população negra é uma população rica, e é muito importante começar a pensar como queremos continuar construindo essa sociedade, se é por meio do extermínio ou da pluralidade de vozes”.

Durante a semana a exposição buscará abordar importantes figuras na nossa história que foram apagadas ou que não recebem o devido mérito, a ação vem para trazer para a luz essas pessoas que foram escondidas nas sombras de nossa história.

Assessoria de Comunicação - UniFCV 


 

 

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