UniFCV sedia curso aberto sobre Justiça Restaurativa
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UniFCV sedia curso aberto sobre Justiça Restaurativa

26/08/2019


UniFCV sedia curso aberto sobre Justiça Restaurativa


Ocorreu na semana passada, um curso aberto na UniFCV para as pessoas que buscam atuar com as práticas restaurativas. O evento reuniu acadêmicos de direito, psicólogos, juízes, promotores, professores entre outros profissionais, que se juntaram para aprender um pouco mais sobre as aplicações de atitudes voltadas às práticas restaurativas.

O projeto Perspectivas é um desses exemplos, realizado no campus da UniFCV, a ação consiste em uma roda de debates para jovens que cometeram algum tipo de violência. O projeto do Cejusc (Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Maringá), procura aplicar conceitos da justiça restaurativa, visando a reinserção dos indivíduos na sociedade por meio do diálogo e de técnicas pedagógicas.

Nos encontros, as pessoas são estimuladas ao diálogo com base em temas previamente selecionados. Não há espaço para hierarquia nas conversas, proporcionando assim, uma comunicação horizontal, onde todos conversam em pé de igualdade, e tem direito a fala, gerando uma lógica de cooperação e coexistência.

As ações da iniciativa tiveram início neste ano. A proposta é que, após o julgamento, os jovens frequentem 4 encontros na UniFCV. Dentro do projeto eles são acolhidos e fazem uma reflexão sobre o erro cometido, e o que podem tirar de positivo da sua pena para assim melhorarem, e continuarem a caminhada na sociedade.

A coordenadora pedagógica, Profa. Izabeth da Silveira, acompanha a iniciativa de perto, e discorre sobre a aplicação do Projeto Perspectivas: “Usamos temas como o ‘eu verdadeiro’, o processo de olhar para si e ver essa atitude que não foi legal e que precisa ser revista. Fazemos com que esses adolescentes possam ter um espaço onde não são julgados pelo que cometeram, mas sim um local em que eles possam rever suas ações e darem um passo à frente, para que possam continuar a caminhado levando consigo esses novos aprendizados”

De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, a população carcerária brasileira quase dobrou em dez anos, passando de 401,2 mil para 726,7 mil, de 2006 a 2016. O número é do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen) de junho de 2016, que apresenta os últimos dados oficiais divulgados. Do total, 40% são presos provisórios, ou seja, ainda sem condenação judicial. Em todo o país, há 368 mil vagas, o que significa uma taxa de ocupação média de 197,4%. Com isso em mente, a justiça restaurativa busca a reinserção social do jovem, evitando o crescimento do número de presidiários no país.

A advogada e professora, Nilza Machado de Oliveira Souza, afirma que a justiça restaurativa não é algo novo, e que tem ganhado cada vez mais força, principalmente no Brasil: “Projeto existe desde 2011, mas a justiça restaurativa é um movimento presente em diversos países, e no Brasil têm sido bem forte. O propósito que compreende a justiça restaurativa é o foco no ser humano e os relacionamentos. Buscando restaurar as relações por meio da fala e escuta respeitosa, fundamentada em princípios e valores restaurativos”, afirma Nilza.

Assessoria de Comunicação - UniFCV

 

 

 

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