Projeto trabalha justiça restaurativa com adolescentes
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Projeto trabalha justiça restaurativa com adolescentes

27/06/2019


Projeto trabalha justiça restaurativa com adolescentes


O Projeto Perspectivas é realizado no campus da UNIFCV, e proporciona uma roda de debates para cidadãos com menos de 18 anos que cometeram delitos. O projeto do Cejusc ( Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Comarca de Maringá ), busca implementar conceitos da justiça restaurativa, que busca a reinserção do infrator na sociedade, utilizando-se do diálogo e de técnicas pedagógicas.

O professor de psicologia da UNIFCV, Eduardo Chierrito, explica que o projeto é especial por ser uma prática de justiça, com o foco não na punição, mas na conscientização dos participantes: “A proposta do projeto é trabalhar com metodologias inovadoras, em respeito ao direito. Aplicamos uma prática de justiça que não é punitiva, mas sim uma que visa a construção de dialogo, de uma ética no que diz respeito a responsabilização individual e coletiva de forma mais humanizada, uma vez que essa lógica punitiva tem se mostrado extremamente ineficaz na inserção dessas pessoas à sociedade”, afirma Eduardo.

Como funciona?

No Projeto Perspectivas as pessoas são colocadas em um círculo, onde são estimuladas ao diálogo com base nos temas selecionados. Não há espaço para hierarquia nas conversas, proporcionando uma comunicação horizontal, onde todos conversam em pé de igualdade, e tem direito a fala, gerando uma lógica de cooperação e coexistência.

A juíza Carmen Lúcia Rodrigues Ramajo, acompanha e destaca os bons resultados do projeto que, segundo ela, possibilitam uma reintegração à sociedade: “A ideia da justiça restaurativa na UNIFCV é de atender adolescentes infratores. O que percebemos é que esses adolescentes entram na ‘onda’ da infração e precisam ser resgatados. Nós possuímos uma obrigação social de mostrar que existem outros caminhos de vida, que existem outras opções. Mas para isso precisamos de profissionais, de uma equipe de assistentes sociais, pedagogos e psicólogos, para incentivar eles a saírem dessa vida”.

Contudo, não são todos os adolescentes que têm direito ao projeto, é feito uma análise do perfil da pessoa e do seu delito antes de encaminhá-la. Os jovens encaminhados normalmente são os que cometeram infrações leves, como bullying na escola, dano ao patrimônio público, problemas familiares, agressão e etc. Casos de roubo, tráfico ou homicídio são descartados.

E este trabalho não se limita ao adolescente, pois o objetivo é entender ele para assim poder agir. Neste cenário é comum as reuniões envolverem também os pais: “O projeto ajuda, pois você não restaura apenas o adolescente, mas também trabalha com a família. Os mediadores entenderam essa dinâmica do cotidiano do adolescente, o que levou ela a ter aquela atitude, como ela pode rever isso e então ajudamos a pessoa a ver como mudar de atitude”, afirma a coordenadora de ações pedagógicas da UNIFCV, Izabeth Da Silveira.

Assessoria de Comunicação - UNIFCV


 

 

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