O que são direitos humanos? Em 70 anos de existência temos muito no que avançar
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O que são direitos humanos? Em 70 anos de existência temos muito no que avançar

10/12/2018


O que são direitos humanos? Em 70 anos de existência temos muito no que avançar


Mais de 15 milhões de brasileiros têm de passar um mês inteiro com R$140. Essas pessoas vivem sem uma moradia digna, sem alimentação adequada, sem acesso à educação e sem garantia de emprego. Segundo o IBGE ainda são 55 milhões vivendo na pobreza ou extrema pobreza no Brasil.

Essa triste realidade vai na contramão à declaração universal dos direitos humanos que completa hoje 70 anos de existência. É preciso entender como a falta de justiça e igualdade prejudica toda sociedade.

Em seu primeiro artigo “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em direitos e dignidade” revela o caráter do documento que defende a não discriminação, direito à vida, à liberdade, à segurança, contra a escravidão e a tortura. Os direitos humanos também enfatizam a igualdade na lei, a liberdade de pensamento e religião e o direito ao trabalho, saúde, educação, lazer e serviços básicos.

Nos seus 70 anos de existência é importante ressaltar a relevância que esses direitos têm no nosso dia-a-dia. “Quando alguma figura pública faz uma declaração que nos incomoda, a maioria de nós não pensa duas vezes antes de falar sobre isso com nossa rede de amigos. Quando você faz isso, você está exercendo um direito humano – o seu direito à liberdade de expressão”, explica o Professor Me. Paulo Vitor do departamento de Psicologia da FCV. Segundo ele, direitos humanos são para todos e que esta declaração visa a construção de uma sociedade mais equânime e digna para todos.

Em uma pesquisa feita pela BBC, seis a cada dez brasileiros acreditam que os direitos humanos beneficiam apenas criminosos e terroristas. Apesar desse percentual alto de afirmação, outra pesquisa aponta que os brasileiros também reconhecem que é necessário defender esses direitos. Existe a percepção de que há necessidade de direitos humanos, mas as pessoas discordam da maneira como são aplicados. Apesar de tudo isso, os direitos humanos vão além da segurança pública, precisamos pensar de uma maneira mais ampla – e mais correta, de modo a incluir o direito à educação, ao trabalho, à habitação, saúde, e as demais coisas que garantem a dignidade à vida.

Segundo o professor Paulo Vitor pensar numa sociedade mais justa e de direitos é pensar como podemos construir e desenvolver uma sociedade diferente, e que esta diferença não produza mais desigualdades, adoecimento e exclusão. “Além de promover e refletir sobre os direitos humanos é preciso que em coletivo passemos a cobrar e lutar pela implementação dos 30 artigos que são diversos por exemplo, o direito a não ser escravizado, de ser tratado com igualdade perante as leis, direito à livre expressão política e religiosa, à liberdade de pensamento e de participação política. O lazer, a educação, a cultura e o trabalho livre e remunerado também são garantidos como direitos fundamentais”, conta o professor.

Na realidade os artigos são os mesmos, direitos iguais para todos. A ideia da declaração é de demonstrar a humanidade e paz entre uns aos outros e a ideia de igualdade e liberdade para todos os cidadãos. “Os direitos humanos não são específicos para certos países. Eles são direitos de pessoas de todas as cores, de todas as raças e grupos étnicos, de pessoas que tenham ou não deficiências, de cidadãos ou migrantes. Não importa o sexo, classe, casta, crença, idade ou orientação sexual”, afirma Zeid Hussein, ex-alto-comissário das Nações Unidas.

Quando uma pessoa não tem acesso à educação, à saúde ou moradia digna os direitos humanos são quebrados. Quando uma mulher é agredida por seu companheiro também. Quando um homem não tem um emprego capaz de sustentar sua família ele tem seu direito violado. Quando nos damos conta de que os direitos não são dados, mas sim conquistados, abrimos nossa mente para toda desigualdade que produzimos, onde a única solução é tomar consciência de que temos todos esses direitos e que devem ser garantidos com políticas públicas.

Para entendermos nossos direitos, precisamos resgatar nossas memórias, recordando do passado para evitar os erros no futuro. Por isso devemos compreender a importância de se falar sobre e lutar para efetivação dos direitos. Segundo o professor Paulo Vitor somente com a educação podemos promover os direitos humanos. “É necessário e urgente que disciplinas não só das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas possam pensar e promover discussões sobre direitos humanos e sua importância. Em outras palavras, penso que é de suma importância e necessário acrescentar no projeto político pedagógico, PPP, a educação em direitos humanos que este tema seja um tema transversal nas disciplinas e no cotidiano”, explica.

Para saber mais sobre os artigos da Declaração dos Direitos Humanos acesse: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/12/declaracao-dos-direitos-humanos-faz-70-anos.shtml

Assessoria de Comunicação - FCV


 

 

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